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Contabilidade: uma área de Ciências Exatas ou Humanas?

Guia de Estudos

contabilidade é exatas ou humanas

Quando consultamos a grade curricular do curso de Contabilidade, também chamado de Ciências Contábeis, vemos disciplinas de Exatas e Humanas. Assim, há matérias de Direito, Legislação Trabalhista, Modelos de Gestão, junto com Matemática Financeira e Raciocínio Lógico.

Por conta dessa amplitude de disciplinas, fica a pergunta: a Contabilidade é de Ciências Exatas ou Humanas? A resposta é: nenhuma das anteriores! As Ciências Contábeis são da área de Ciências Sociais. Mas, o que isso significa?

Índice

  1. Ciências contábeis e o estudo dos aspectos sociais
  2. Ciências Contábeis e o controle do dinheiro
  3. Contabilidade como aconselhamento financeiro

1. Ciências contábeis e o estudo dos aspectos sociais

As Ciências Sociais se debruçam sobre o funcionamento, a organização e o desenvolvimento da sociedade. Trata-se de uma área bastante extensa, que leva em consideração vários aspectos. Assim, temos a Antropologia, Serviço Social, Direito, Economia e… Contabilidade.

Um dos pontos interessantes das Ciências Sociais é que cada uma das suas áreas estuda a sociedade de um ponto de vista. Dessa forma, a Antropologia estuda o ser humano; o Serviço Social analisa a influência de questões sociais na vida das pessoas; o Direito é o estudo do conjunto de leis; a Economia analisa a produção e consumo de bens e serviços.

Por sua vez, a Contabilidade estuda a evolução do patrimônio das entidades (e aqui falamos de empresas, instituições e pessoas físicas) ao longo do tempo. Digamos que é uma forma mais focada (nas finanças) do estudo nos aspectos sociais da humanidade.

2. Ciências Contábeis e o controle do dinheiro

Assim, quando falamos da Contabilidade como Ciência Social, isso diz respeito a como as pessoas e instituições lidam com dinheiro. Mas, não é um estudo descolado da realidade. Quando o contador analisa os bens de alguém, por exemplo, para se chegar ao valor, alguns dados devem ser levados em conta (literalmente).

Pensemos em um galpão industrial de uma empresa. Esse é um bem tangível, ou seja, ‘palpável’, concreto. Para a Contabilidade, são chamados de bens as coisas úteis que servem às necessidades dos proprietários e que podem ser convertidas em dinheiro. Mas, os bens não se mantêm intactos para sempre. Há um desgaste natural. No nosso galpão fictício, há a atuação das forças da natureza (como a chuva, vento, sol), a ação do homem (acidentes por conta do próprio uso, como incidentes na sua estrutura), e até a valorização (ou não) do terreno onde se localiza.

Essas informações podem ser mensuradas – e é aí que a Contabilidade entra como Ciência Social. Assim, utiliza a Matemática para calcular o que se chama de taxa de depreciação. Isso diz o quanto o imóvel perdeu valor entre um ano e outro, ao contar com esses fatores externos.

Essa taxa de depreciação faz parte de um documento maior, chamado de balanço patrimonial, que o contador realiza todo ano para apresentar aos diretores da empresa. Com isso, é possível saber o quanto o galpão perdeu valor nesse período e o que pode ser feito para reverter essa situação.

Com uma lupa no fluxo financeiro

Ainda sobre o exemplo do galpão industrial da nossa empresa fictícia, vamos tratar de outros pontos nos quais a Contabilidade também atua. Um dos conceitos básicos diz respeito às despesas e receitas de uma entidade. Sabe quando colocamos no papel o quanto ganhamos e gastamos em um mês? Grosso modo, a ideia é semelhante.

Assim, o contador verifica o campo de receitas (como o dinheiro que efetivamente entrou na conta por meio da venda de um produto ou serviço) e despesas (o que foi gasto na compra de matéria-prima, pagamento de funcionários, tributos e etc).

O profissional de Contabilidade faz um Demonstrativo de Resultados, que explica com mais detalhes o que deu nessa conta de receitas menos despesas. Dessa forma, se nessa empresa houver mais despesas que receitas, teremos o chamado prejuízo. É esse Demonstrativo que traz ao proprietário o que foi gasto a mais. E é ele quem decide o que fazer para reverter esse quadro.

3. Contabilidade como aconselhamento financeiro

A formação do contador ajuda o proprietário com orientações a respeito do que fazer com seu patrimônio. Seguindo no exemplo da empresa que teve prejuízo, uma vez que o Demonstrativo aponte onde houve mais gastos, o contador pode sugerir algumas alternativas.

Veja também: Contabilista ou Contador: qual a diferença?

Por exemplo, se ele teve mais gastos com compra de material de escritório, não seria interessante pesquisar outros fornecedores? Ou, se foram vendidos menos produtos do que o esperado, que tal pensar em uma campanha de divulgação? É aqui que a parte aplicada da Ciência Social se encontra com a parte humana. Os números ajudam na hora de pensar o que pode ser feito para as contas saírem do vermelho e entrarem no azul.

Por outro lado, se a empresa tiver lucro no final do período, o que aconteceu? Foram vendidos mais produtos? Houve uma economia de matéria-prima? Redução no consumo de energia? Essas respostas aparecem nas linhas da planilha do Demonstrativo de Resultados. E, assim, ajudam a pensar o que fazer com o dinheiro extra.

O contador pode pensar em investimentos financeiros em bancos, para fazer o dinheiro render. Ou adquirir maquinários para aumentar a produção. Ou, ainda, uma reforma no galpão. Talvez contratar mais funcionários. Tudo isso são opções que o profissional de Contabilidade pode indicar ao proprietário, baseado no resultado dessas contas.

Você sabia que a Contabilidade conta com diversas áreas de atuação? Faça o nosso quiz e descubra aquela que mais combina com você!

Gerador de Testes de Personalidade – de Riddle

Assim, enquanto Ciência Social, a Contabilidade ajuda a sociedade a lidar com algo que é escasso (no caso, o dinheiro), de forma a entender o quanto e como se gasta e se ganha.

Mostra como o mundo externo ajuda ou não o desempenho de um setor econômico, o quanto pessoas colaboram para o crescimento de uma instituição e até os benefícios de se realizar ações de cunho filantrópico. É uma área muito rica de significado e atuação, além de indispensável para a saúde das instituições.

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